Proeminente educador coreano advoga por mais liberdade aos estudantes
Lee JaeJoung, superintendente da Secretaria de Educação da Província de Gyeonggi, pediu pela abolição do Exame de Habilidade Escolar necessário para entrar nas Universidades coreanas. Em uma entrevista recente ele disse: “O atual exame de entrada deveria ser abolido para aliviar a competição excessiva entre os estudantes e normalizar a educação escolar”. Segundo ele, que já foi Ministro da Unificação, usar os registros escolares seria uma forma melhor de avaliação dos alunos.
O Exame de Habilidade Escolar é ministrado todo mês de novembro para os alunos que estão terminando o ensino médio e tem sido culpado por causar uma competição exagerada entre os estudantes, acarretando em obrigações financeiras imensas aos pais que procuram professores particulares para seus filhos. “Se nós mudarmos, drasticamente, o sistema de ingresso na faculdade, poderemos diminuir significantemente os custos de aulas particulares“, disse Lee.
O superintendente também está confiando que a abolição do exame ajudará a diminuir o stress dos estudos e dará mais liberdade para desenvolver o pensamento criativo e maximizar o potencial dos estudantes.
“Eu visitei um dos locais onde a prova estava sendo aplicada em novembro passado e fiquei chocado ao descobrir que os estudantes estavam vagando, procurando pela sala onde fariam a prova, naquele clima frio”. Comentou “Eu sugeri que os estudantes façam exames mais do que duas vezes no ano e que a sua nota mais alta seja selecionada.”
Mas Lee JaeJoung diz que o Ministro da Educação é quem decide a abolição. Ele faz questão de dizer que inovação é sua palavra chave desde que assumiu a superintendência. “Eu me devotarei a fazer um progresso real na inovação das escolas e dos sistema educacional.” Ele pretende transformar 80% das 2,225 escolas da província em escolas ‘inovativas’, com pretensão de normalizar o estado do ensino público coreano. No momento a província de Gyeonggi tem apenas 365 escolas inovativas, somando apenas 16% do total. Ele diz que as escolas inovativas são modelos estabelecidos nos quais o estudante pode desenvolver sua criatividade e a habilidade de resolver problemas, e que elas ajudam os estudantes a evitar a competição excessiva nos exames de entrada e, por isso, criam um espírito de cooperação e promovem o desenvolvimento da personalidade.“Eu coloco prioridade em deixar os estudantes felizes ao ir para a escola e que, ao mesmo tempo, os professores tenham orgulho da sua profissão. A Província de Gyenggi será pioneira nessas mudanças”.
Os esforços começaram quando o horário de entrada das escolas passou para às 9:00, dando mais tempo para que os alunos dormissem e tomassem café da manhã com suas famílias. Antes as escolas primárias e secundárias começavam às 8:00 e o ensino médio às 7:30. Muitos estudantes aceitaram bem a mudança, mas muitos pais e professores foram contrários, pois seria difícil se adaptar ao atraso. “Eu achei que o atraso era necessário para o desenvolvimento pessoal da educação, já que os estudantes podem ter mais tempo com suas famílias pela manhã,” disse Lee. Ele notou que a política foi baseada nas demandas dos estudantes e, mesmo com a oposição, 1.932 escolas secundárias e terciárias na província adotaram o novo horário, e até mesmo a capital o adotou ao notar que a saúde dos estudantes estava melhorando.
Outra luta do superintendente é abolir os pontos de penalidade, os quais são prejudiciais à educação na visão dele, já que causam uma tensão desnecessária entre professores e estudantes. “Eu acho que seria melhor se os alunos pudessem criar regras para resolver os problemas que eles encontram e não serem penalizados por esses problemas.”
Além disso, ele também colocará os diretores e vice-diretores para darem aulas aos seus estudantes, a partir de março, o que gerou certa repercussão – como todas as outras medidas propostas por ele. “Eles também foram professores e seria uma enorme oportunidade para ouvirem as esperanças e sonhos dos alunos de forma direta. Eu espero que isso contribua para normalizar a educação escolar.”
Fonte: Korea Times/Sarangingayo.



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